
Escolas no mapa das drogas:Você cuida de seu filho(a)?
Além do desempenho escolar, pais de alunos têm um motivo a mais para abrir o olho com os filhos.Isso ficou claro com os resultados de uma ação realizada pela Polícia Civil, divulgados ontem, que põem em evidência o avanço avassalador do crack.Omapeamento do tráfico de drogas no entorno de escolas de Porto Alegre e da Região Metropolitana deixa em alerta não só os responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes, mas toda a comunidade escolar e a segurança pública.Denominada Operação Escola, o trabalho se iniciou no fim de março. Durante 10 dias, agentes das quatro delegacias do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) monitoraram e prenderam 28 traficantes. Desses, conforme o diretor do Denarc, Álvaro Steigleder, quatro tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas.O flagrante atingiu desde o entorno de escolas de classe média alta, caso do Colégio Marista Rosário, até camadas mais populares, como a Escola Estadual Afonso Guerreiro Lima, no Vila Cruzeiro. Indicativo de que o consumo e o tráfico de entorpecentes estão disseminados em todas as classes sociais. Na avaliação do delegado, os locais monitorados apresentam grande fluxo de pessoas, o que facilita a circulação de traficantes.- E as próprias escolas acabam sendo atrativas aos criminosos, pela facilidade de abordagem e convencimento dos alunos - ressalta.A operação serviu também para constatar que a idade em que os jovens ingressam no mundo da droga vem diminuindo. Atualmente, a partir dos 10 anos, eles já estão experimentando maconha, cocaína ou até crack. E muitos passam pela primeira experiência por meio de amigos.- Estamos verificando a existência do aluno traficante. Um deles é encarregado de comprar uma quantidade maior da droga, e acaba repassando para os demais amigos. Grande parte deles acaba experimentando a droga não pela mão dos traficantes, mas pela dos colegas - afirma.Crack avança sobre jovens de classe médiaOutro aviso lançado pela operação foi o aumento do consumo de crack. Além dessa tendência, que já vem sendo notada nas ações realizadas pela polícia, tendo em vista o crescimento de 439% nas apreensões de crack nos três primeiros meses de 2008 em relação ao primeiro trimestre de 2007 no Rio Grande do Sul, é observado um avanço sobre jovens de classe média, que antes preferiam drogas mais leves, como maconha.- Isso é uma tendência geral. Não é mera coincidência que a quantidade de crack apreendida com esses traficantes seja bem maior do que a de maconha e cocaína. O crack também está presente nos alunos de escolas mais abastadas - assegura.Conforme Steigleder, a ação foi desencadeada depois de informações anônimas e investigação dos agentes. Ele afirma que locais crônicos de consumo de drogas nas proximidades das escolas continuarão sendo monitorados pela polícia.
Além do desempenho escolar, pais de alunos têm um motivo a mais para abrir o olho com os filhos.Isso ficou claro com os resultados de uma ação realizada pela Polícia Civil, divulgados ontem, que põem em evidência o avanço avassalador do crack.Omapeamento do tráfico de drogas no entorno de escolas de Porto Alegre e da Região Metropolitana deixa em alerta não só os responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes, mas toda a comunidade escolar e a segurança pública.Denominada Operação Escola, o trabalho se iniciou no fim de março. Durante 10 dias, agentes das quatro delegacias do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) monitoraram e prenderam 28 traficantes. Desses, conforme o diretor do Denarc, Álvaro Steigleder, quatro tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas.O flagrante atingiu desde o entorno de escolas de classe média alta, caso do Colégio Marista Rosário, até camadas mais populares, como a Escola Estadual Afonso Guerreiro Lima, no Vila Cruzeiro. Indicativo de que o consumo e o tráfico de entorpecentes estão disseminados em todas as classes sociais. Na avaliação do delegado, os locais monitorados apresentam grande fluxo de pessoas, o que facilita a circulação de traficantes.- E as próprias escolas acabam sendo atrativas aos criminosos, pela facilidade de abordagem e convencimento dos alunos - ressalta.A operação serviu também para constatar que a idade em que os jovens ingressam no mundo da droga vem diminuindo. Atualmente, a partir dos 10 anos, eles já estão experimentando maconha, cocaína ou até crack. E muitos passam pela primeira experiência por meio de amigos.- Estamos verificando a existência do aluno traficante. Um deles é encarregado de comprar uma quantidade maior da droga, e acaba repassando para os demais amigos. Grande parte deles acaba experimentando a droga não pela mão dos traficantes, mas pela dos colegas - afirma.Crack avança sobre jovens de classe médiaOutro aviso lançado pela operação foi o aumento do consumo de crack. Além dessa tendência, que já vem sendo notada nas ações realizadas pela polícia, tendo em vista o crescimento de 439% nas apreensões de crack nos três primeiros meses de 2008 em relação ao primeiro trimestre de 2007 no Rio Grande do Sul, é observado um avanço sobre jovens de classe média, que antes preferiam drogas mais leves, como maconha.- Isso é uma tendência geral. Não é mera coincidência que a quantidade de crack apreendida com esses traficantes seja bem maior do que a de maconha e cocaína. O crack também está presente nos alunos de escolas mais abastadas - assegura.Conforme Steigleder, a ação foi desencadeada depois de informações anônimas e investigação dos agentes. Ele afirma que locais crônicos de consumo de drogas nas proximidades das escolas continuarão sendo monitorados pela polícia.

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